O VEPTR (Vertical Expandable Prosthetic Titanium Rib) é um implante metálico utilizado em pacientes pediátricos para o tratamento da Síndrome da Insuficiência Torácica — condição congênita caracterizada por deformidades graves do tórax, coluna e costelas, que prejudicam a respiração, o crescimento e o desenvolvimento adequado dos pulmões.
O dispositivo é uma haste curva de titânio fixada às costelas próximas à coluna, por meio de ganchos ou âncoras. Seu objetivo é corrigir a deformidade da coluna, separar as costelas e permitir que os pulmões cresçam e expandam à medida que a criança se desenvolve.
O comprimento do VEPTR pode ser ajustado periodicamente para acompanhar o crescimento do paciente.
Como funciona
- Durante a cirurgia, o VEPTR é adaptado individualmente à anatomia da criança.
- Pode ser implantado um ou mais dispositivos, dependendo da necessidade de expansão do tórax.
- O alongamento ou ajuste é feito no centro cirúrgico, através de pequenas incisões nas costas.
- O tratamento continua até que o paciente atinja a maturidade esquelética, quando poderá ser indicada uma cirurgia definitiva de correção e artrodese da coluna.
Indicações
- Síndrome da Insuficiência Torácica.
- Escoliose de Início Precoce, quando a deformidade ameaça o crescimento da coluna, tórax e pulmões.
Contraindicações
- Pacientes que já completaram o crescimento esquelético.
- Escolioses isoladas passíveis de tratamento com técnicas tradicionais de correção e artrodese, sem comprometimento do crescimento torácico ou pulmonar.
Objetivos do tratamento com VEPTR
a) Promover um padrão mais normal de crescimento.
b) Reduzir deformidades do tórax, coluna e costelas.
c) Diminuir a necessidade de oxigênio suplementar.
d) Aumentar o volume pulmonar.
e) Melhorar a sobrevida.
f) Aumentar a capacidade física.
g) Melhorar a saúde psicossocial.
Resultados a longo prazo
- Em geral, os resultados são positivos, com melhora da função respiratória e do desenvolvimento pulmonar.
- Ao final do crescimento, a cirurgia definitiva de artrodese garante a correção permanente.
- Mais estudos e acompanhamento de longo prazo ainda são necessários para compreender completamente os efeitos do tratamento e a evolução da Síndrome da Insuficiência Torácica.