A discectomia endoscópica é um procedimento minimamente invasivo utilizado para remover fragmentos de um disco herniado ou protuso que comprimem a raiz nervosa, causando dor na perna (ciatalgia). A técnica é realizada por meio de uma pequena cânula percutânea, que serve de acesso para uma câmera endoscópica, permitindo ao cirurgião visualizar e tratar a lesão com alta precisão.
A indicação mais adequada ocorre quando os sintomas e o exame físico do paciente correspondem aos achados de exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia, mostrando hérnia ou protusão discal — especialmente em casos nos quais o material interno do disco não se deslocou totalmente para o canal vertebral. Antes da cirurgia, todos os pacientes sem sinais de comprometimento neurológico devem tentar tratamento conservador, como fisioterapia, medicamentos e infiltrações.
Principais vantagens
- Procedimento realizado em regime de hospital-dia
- Baixa perda de sangue
- Cicatriz discreta (incisão de cerca de 1 cm)
- Alta poucas horas após a cirurgia
- Menor risco de infecção
- Preservação da musculatura local
Indicações mais comuns
- Doença degenerativa do disco
- Hérnia de disco
- Protusão discal sintomática
- Ciática
Como é realizada
A cirurgia é feita em centro cirúrgico, com sedação e anestesia local. Uma pequena incisão é realizada para inserir a cânula, guiada por fluoroscopia (raio-x intraoperatório) até o ponto exato do disco afetado. Por dentro da cânula, é introduzida uma microcâmera com fibra ótica, que transmite imagens em tempo real para um monitor. Com o auxílio de instrumentos específicos, o cirurgião remove fragmentos do disco danificado e da hérnia, descomprimindo o nervo e reduzindo a pressão local. Ao final, os instrumentos são retirados e a musculatura retorna à posição original.
O procedimento dura, em média, de 30 a 45 minutos e costuma proporcionar alívio imediato dos sintomas. A recuperação é rápida, permitindo retorno às atividades cotidianas em poucos dias.