A artrodese, também conhecida como fusão da coluna, é um procedimento cirúrgico que une duas ou mais vértebras de forma definitiva, eliminando o movimento entre elas. O princípio é semelhante ao de uma soldagem, mas, no caso da coluna, a união não acontece imediatamente. Durante a cirurgia, o cirurgião posiciona enxertos ósseos ao redor das vértebras, e, ao longo de alguns meses, o próprio organismo cicatriza e consolida esses enxertos, criando uma fusão sólida — processo semelhante à recuperação de uma fratura.
Quando é indicada
A artrodese pode ser recomendada em diferentes situações, como:
- Tratamento de fraturas vertebrais
- Correção de deformidades (como escoliose, cifose ou espondilolistese)
- Estabilização de segmentos instáveis da coluna
- Alívio da dor causada por doenças degenerativas
- Tratamento de algumas hérnias de disco cervicais
Nos casos de fratura vertebral associada a lesão nervosa ou medular, a artrodese é considerada uma das opções mais efetivas para estabilização.
Como é realizada
O procedimento consiste na colocação de enxertos ósseos entre as vértebras a serem fundidas. A abordagem pode ser feita pela parte anterior, posterior ou por uma combinação das duas.
- Na coluna cervical, a via anterior é mais comum.
- Na coluna torácica e lombar, a abordagem posterior é a mais utilizada.
Em alguns casos, são utilizados implantes — como placas, hastes, parafusos ou espaçadores (cages) — para corrigir deformidades ou manter a coluna estável durante a formação da fusão óssea. O enxerto pode ser retirado do próprio paciente (enxerto autólogo), geralmente da crista ilíaca, ou obtido de um banco de ossos (enxerto alógeno). O enxerto autólogo ainda é considerado o “padrão ouro” devido à sua alta taxa de sucesso.
Fatores que influenciam a recuperação
O sucesso da fusão pode ser afetado por fatores como tabagismo, doenças crônicas, uso de certos medicamentos e estado geral de saúde. O acompanhamento médico é essencial para garantir que a cicatrização óssea ocorra de forma adequada e segura.