A coluna vertebral é composta por 24 vértebras, que formam o eixo central do corpo e dão sustentação à parte superior, permitindo postura ereta e movimentos.
Vista de lado, apresenta curvas naturais — cifose (convexidade) e lordose (concavidade) — que mantêm o tronco alinhado.
Vista de frente, a coluna normal é reta.
A escoliose é uma curvatura anormal tridimensional da coluna, caracterizada por desvio lateral no plano frontal associado à rotação das vértebras.
Curvas menores que 10° não são consideradas escoliose.
Embora não possa ser prevenida, o tratamento pode evitar a progressão da deformidade.
Tipos de Escoliose
- Escoliose Congênita – Alterações na formação das vértebras desde o nascimento.
- Escoliose Idiopática – Origem desconhecida (mais comum; maioria dos casos).
- Escoliose Neuromuscular – Causada por doenças que afetam o controle muscular (ex.: paralisia cerebral, distrofia muscular).
A escoliose é mais comum em meninas (75% dos casos) e pode ter influência genética.
Fatores de Risco
- Histórico familiar de escoliose
- Doenças neuromusculares
- Trauma prévio ou tratamento para tumores na coluna
Sinais de Escoliose
Geralmente não causa dor, mas pode ser percebida por:
- Desalinhamento do tronco em relação aos quadris
- Assimetria nas costelas (uma “corcunda” lateral)
- Ombro ou quadril mais elevado que o outro
- Diferença aparente no comprimento das pernas
- Assimetria nos seios em meninas
A escoliose reativa pode ocorrer quando a postura é alterada para compensar dor causada por outro problema; ela desaparece após o tratamento da causa.
Quando procurar atendimento
- Presença de curvatura, assimetria ou corcunda
- Diferença perceptível na altura dos ombros ou quadris
- Alterações vistas em exames escolares ou consultas de rotina
Ortopedistas especializados avaliam e acompanham o caso.
Se houver dor associada, a consulta deve ser prioritária.
Diagnóstico
- Exame físico: inspeção das costas, ombros e quadris
- Teste de Adams: paciente se inclina para frente para evidenciar assimetrias
- Escoliómetro: mede rotação vertebral
- Exame neurológico: força, sensibilidade e reflexos
- Radiografia: confirma o diagnóstico e mede a curvatura (em graus), além de identificar tipo e localização
Acompanhamento
- Consultas 1 a 2 vezes por ano até o término do crescimento
- Durante o pico de crescimento, reavaliações podem ser mais frequentes
Tratamento
A escolha depende de:
- Tipo de escoliose
- Localização e gravidade da curva
- Idade e estágio de crescimento
Opções:
- Observação: para curvas leves, com monitoramento periódico
- Órteses (coletes): em casos moderados para evitar progressão
- Fisioterapia: melhora da postura e fortalecimento
- Cirurgia: indicada em curvas graves ou progressivas
Prognóstico
- A maioria dos pacientes leva vida normal sem restrições
- Atividades físicas geralmente são liberadas
- Após cirurgia, apenas esportes de alto impacto ou risco elevado podem ser limitados